
FIM com ponto final definitivo.
Enfim, livro finalizado.
Título escolhido: A Última Sentença.
Para o autor, um sentimento de encerramento de um ciclo de devaneios criativos e muito suor no batuque das teclas do laptop.
Momento de lançar ao vento a criaturinha recém-nascida e torcer para que não se despedace na aterrissagem.
Logo, as incertezas brotam de todos os poros. O que fazer com tantas páginas carregadas de história?
Obstáculo primeiro: as páginas do google estão lotadas de nomes de agências literárias, mas a grande maioria não recebe manuscritos não solicitados.
Obstáculo segundo: grandes editoras tampouco recebem manuscritos. Resta o caminho da publicação independente, ou seja, um pulo rumo ao desconhecido.
A publicação exige mais suor nas etapas de revisão, leitura crítica e leitura sensível contratadas e pagas pelo aspirante a escritor. Meses e meses de embates silenciosos: o autor deve aceitar a sugestão de alterar frases, parágrafos, características de personagens e até situações de conflito? Até onde o guia engessado para a boa publicação deve prevalecer?
Confesso que, no meu caso, o processo foi sofrido. Abrir mão do controle sobre minha história não foi simples. Algumas vezes, precisei ceder. Em outras, mantive minhas palavras onde estavam. Até mesmo o final foi reescrito causando um efeito de reescrita em cadeia.
Obstáculo terceiro: é preciso se mostrar na prateleira. O livro ainda está longe da prateleira, mas o autor briga por espaço nas plataformas de marketing. A ideia do escritor recluso, fechado em seu universo particular, já não existe mais. Não importa sua aptidão, o autor assume o papel de marqueteiro de sua criaturinha em tempo integral, assíduo tiktoker, influenciador no Instagram e frequentador das páginas de Substack e Linkedin
Obstáculo quarto: Como publicar um livro em formato digital? O audiolivro éviável? Outrascontratações são necessárias
Enfim, obstáculos vencidos.
Vejo meu livro impresso e sinto um prazer que transborda.
A escolha da capa agora me parece perfeita.
Anunciada a noite do lançamento oficial, a dor de barriga se instala. Num país como o Brasil, onde apenas 27% da população afirma ter lido um livro inteiro no ano anterior, quantas pessoas costumam comparecer?
Mais uma vez, o prazer transborda quando vejo a Livraria da Vila, em Curitiba, completamente lotada. Mais de trezentas pessoas enfrentando uma hora de fila para sair com seus livros autografados. O pavor se instala quando os nomes das pessoas paradas na fila desaparecem na memória. A tensão faz o cérebro brincar de esconde-esconde com os nomes de pessoas queridas. Onde estão os pequenos cartões que deveriam estar na primeira página? Deslizaram sorrateiramente e descansam em paz no chão da livraria. Alguns pedidos de perdão pelo esquecimento são inevitáveis…
Abraços traduzem meu sentimento de gratidão e o sorriso grudado no meu rosto mostra a satisfação pela vitória nessa corrida de obstáculos.
Foi uma noite memorável!
Algumas dicas para quem está chegando no primeiro obstáculo:
Para a publicação do livro A Última Sentença, usei os serviços de revisão, leitura crítica e leitura sensível das agências Increasy e Authoria
Mentoria: Dany Sakugawa – @dany.sakugawa
Equipe de Mídia Social: CM Digital – @cm.digitalag
Editora Labrador


